Ainda não há muito tempo,um cartaz,ou lá o que era,fazia-se eco duma realidade de bradar aos céus. E isso pela indicação de um número de arrasar. E acentuava-se lá que esse número não era uma mera indicação estatística,mas sim o revelar de uma tragédia. Cinquenta milhões de almas,pelos vistos,penadas,não dispunham de proteção na saúde.
Passava-se isso num cantinho deste vasto mundo,por sinal,um dos melhores cantinhos dele. O que se poderia dizer,então,se se tivesse em consideração todo esse largo mundo? Uma tragédia ainda maior,uma calamidade,de não deixar dormir sossegadamente todos aqueles que dela estavam livres e que dela tinham conhecimento.
E,afinal,só se estava referindo uma única proteção de um conjunto delas,todas importantes,fundamentais. A calamidade era,assim,muito maior. Mas não é ela só dos tempos que correm,pois vem já de há muitos,muitos anos. Pode dizer-se que as gentes têm feito a sua vida entregues à bicharada,como acontecia nos alvores da aventura humana. Tiveram os ancestrais ,para se livrarem dos inimigos de várias qualidades,de se refugiarem em cavernas e de subir ao topo das árvores.
O tempo que levaram a sair desta sujeição,imprópia da sua dignidade de seres avançados. Uma vergonha. Mas saindo dela,uma maioria esmagadora nunca encontrou proteção que se visse. Quase que se tem visto obrigada a recolher-se em "cavernas" e a, permanentemente ,"trepar" às árvores.
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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
quinta-feira, 7 de maio de 2015
DORMINHOCOS
Já é vontade de ir acordar, e pôr a trabalhar,quem estava a dormir,lá muito sossegado,nas profundezas,há anos sem conta. E ali,mesmo ao pé,com tanto sol,com tanto vento,com tanta onda,com tanta maré,com tanta água,com tanto calor geotermal,á espera que deles se lembrem. Depois,para pôr a trabalhar quem estava dormindo,lá se vai gastando oxigénio que,pode dizer-se,deve a sua existência ao sono profundo dos dorminhocos.
quarta-feira, 6 de maio de 2015
MELANCIAS EM CAMA ORGÂNICA
Uma cultura assim é que ele nunca tinha visto. Em terra,em soluções nutritivas,já ele conhecia. Agora,num monte de palha enriquecida com desperdício de vacas,é que era novidade. Pois ali estavam aquelas ricas melancias. E que grandes elas eram. Apetecia,naquele tarde de calor de rachar,servir-se de uma. Mas não era ainda época disso. Tinha de ter paciência,e esperar.
Ali estava,pois,um caso da agricultura biológica. Um caso que não se podia generalizar,visto não haver,nem palha que chegasse,nem vacas também. Melancias asim, só ali para a família,quando muito. A maioria tinha de continuar a preferir os bens de consumo gerais,obtidos pelos processos de sempre.
Ali estava,pois,um caso da agricultura biológica. Um caso que não se podia generalizar,visto não haver,nem palha que chegasse,nem vacas também. Melancias asim, só ali para a família,quando muito. A maioria tinha de continuar a preferir os bens de consumo gerais,obtidos pelos processos de sempre.
terça-feira, 5 de maio de 2015
ANIDRIDO CARBÓNICO APRISIONADO
A árvore,a floresta,valem,sobretudo,pelo anidrido carbónico que vai sendo aprisionado,graças à fotossíntese,nas suas folhas,nos seus ramos,nos seus troncos,
nas suas raízes,convertido nos compostos mais diversos. Enquanto o carbono assim permanecer,é carbono que fica fora do seu ciclo activo,quer dizer,é carbono que não restitui anidrido carbónico,pela respiração,à atmosfera,e é oxigénio que não é consumido. Assim,a árvore,a floresta,emitam,à sua medida,no que podem,as matérias fósseis,petróleo,gás natural e carvão mineral,enquanto não exploradas,ao manterem carbono fora do seu ciclo activo,não perturbando,também, a reserva de oxigénio do ar.
nas suas raízes,convertido nos compostos mais diversos. Enquanto o carbono assim permanecer,é carbono que fica fora do seu ciclo activo,quer dizer,é carbono que não restitui anidrido carbónico,pela respiração,à atmosfera,e é oxigénio que não é consumido. Assim,a árvore,a floresta,emitam,à sua medida,no que podem,as matérias fósseis,petróleo,gás natural e carvão mineral,enquanto não exploradas,ao manterem carbono fora do seu ciclo activo,não perturbando,também, a reserva de oxigénio do ar.
segunda-feira, 4 de maio de 2015
UM VELHO CONHECIDO
O metano está preocupando muita gente. Como se sabe,é um dos componentes dos combustíveis fósseis,sobretudo,do gás natural. Mas não é deste que deriva a preocupação, pois o que se conserva nas jazidas está lá bem guardado,e o que delas sai é para ser combustado. O que preocupa, é o que se vai libertando da muito complexa decomposição bacteriana de materiais orgânicos,vegetais e animais,em condições de falta de oxigénio. Acontece isso nas situações mais variáveis,em que se incluem terras pantanosas,águas estagnadas,arrozais,barragens e o aparelho digestivo de ruminantes e de térmitas. Preocupa, também, as camadas geladas de solos do hemisfério norte,um dos maiores armazéns de matéria orgânica da Terra,que aprisiona metano enquanto não se derreterem.O metano é,assim,pode dizer-se,um velho conhecido. Até há quem julgue que o metano eatá na origem da vida. Como gás que é,anda por aí,na atmosfera. O seu teor varia consoante a contribuição de cada uma das fontes e o poder eliminador da própria atmosfera. Que esse poder não deixe de actuar como até aqui,é a esperança de muitos.
domingo, 3 de maio de 2015
COMPLEXIDADE
A terra,ou melhor,as muitas terras,com as suas características,químicas,físicas,biológicas,não facilitam nada o labor de quem as quer conhecer. É que essas muitas características interpenetram-se,pelo que cada caso são,na realidade,variadíssimos casos. As terras são corpos vivos,e a verdade num momento pode não ser a do seguinte,e isso porque a temperatura mudou,porque há água a mais,ou a menos,porque há mais ou menos matéria orgânica,que se vai decompondo,gerando sabe-se lá o quê, por efeito da variadíssima vida microbiana,há o poder mobilizador dos diferentes produtos dessa decomposição,há as reacções de oxidação-redução,há a difusão, dependente de tantos factores. A complexidade é tanta, que é preciso ter muita má vontade para não perdoar um ou outro erro que se vá cometendo.
sábado, 2 de maio de 2015
OS SIDERÓFOROS
A água do mar é, como se sabe, alcalina,com um pH à volta de 8. Quer isto dizer,entre outras coisas,que é muito pobre em ferro,o que pode trazer problemas a vidas que dele necessitem,como o
plâncton. Mas a natureza é sábia,pelo que há uns microorganismos que segregam agentes quelatizantes específicos para o ferro,os sideróforos(siderophores),que se desenvolvem em ambientes pobres em ferro. Eles,os sideróforos,lá vão fazer disponível um elemento que há em abundância na Terra,mas que nem sempre está disposto a ser comido.
plâncton. Mas a natureza é sábia,pelo que há uns microorganismos que segregam agentes quelatizantes específicos para o ferro,os sideróforos(siderophores),que se desenvolvem em ambientes pobres em ferro. Eles,os sideróforos,lá vão fazer disponível um elemento que há em abundância na Terra,mas que nem sempre está disposto a ser comido.
sexta-feira, 1 de maio de 2015
NITRIFICAÇÃO E ACIDEZ DO SOLO
Como se sabe,o azoto amoniacal é nitrificado no solo por via microbilógica,em presença de oxigénio,formando-se,primeiro,nitrito,e,depois,nitrato. Em cada uma das fases, há libertação de íões hidrogénio,pelo que se trata de reacções acidificantes.
Acontece que a absorção pelas raízes de um anião,como o nitrato,tem, como contrapartida,a excreção de um oxidrilo,ou de um bicarbonato. Assim,a acidez resultante da nitrificação será tanto mais contrariada quanto mais nitrato for absorvido.
Acontece que a absorção pelas raízes de um anião,como o nitrato,tem, como contrapartida,a excreção de um oxidrilo,ou de um bicarbonato. Assim,a acidez resultante da nitrificação será tanto mais contrariada quanto mais nitrato for absorvido.
quinta-feira, 30 de abril de 2015
SONO DE MILHÕES DE ANOS
Como se sabe,são muitos os modos de manter,temporariamente,o carbono fora do seu ciclo activo. É o caso da matéria orgânica dos solos,é o caso das árvores,das madeiras,das mobílias,da cortiça. Enquanto não houver decomposição microbiológica,quer por via aeróbia,ou anaeróbia,enquanto combustão não ocorrer,o carbono permanece como tal,e não como anidrido carbónico,o seu,por assim dizer,destino final. Assim,de modo tímido,todos esses materiais imitam os seus irmãos fósseis,quando os deixam lá estar no seu sono de milhões de anos.
terça-feira, 28 de abril de 2015
A FONTE SECOU
O fósforo,dada a sua vital importância e a relativa escassez das suas reservas mundiais,irá,nas suas variadas facetas,ocupar,cada vez mais,as atenções de muita gente. Como se sabe,face à crescente necessidade de alimentos,tem sido vultoso o recurso a fosfatos minerais,sobretudo de natureza sedimentar. Foi o caso da Austrália. Não chegando para as encomendas " a prata da casa",recorreu aos fosfatos de uma ilha do Pacífico,a Nauru. Ora,essa fonte secou. É o que irá acontecer,mais tarde,ou mais cedo,a outras fontes,que as exigências não param de aumentar. Assim,há que ir tomando medidas,nas quais se incluem uma melhor eficácia nas aplicações,a colaboração de microorganismos do solo,o aproveitamento de resíduos orgânicos,quaisquer que eles sejam, e a exploração de depósitos fosfóricos dos oceanos,à semelhança do que se tem feito com os combustíveis fósseis. Tudo isto,na certeza de que sem fósforo, nada feito.
segunda-feira, 27 de abril de 2015
CUIDAR DOS SOLOS
Por razões de subsistência,ao derrubarem-se florestas,ao arrotearem-se matos,perturbou-se o natural desenvolver dos solos,sob a tripla acção biológica,quimica e física,solos esses que são muitos,com os seus perfis típicos. Mais se perturbou, quando se largaram instrumentos rudimentares e se substituíram ajudas orgânicas por químicas,que a familia não parava de aumentar . Dada a inevitabilidade de não se poder voltar atrás,é claro que se sente, se compreende,que ,cada vez mais.se tem de cuidar dos solos, de que tem vindo o sustento,de modo a acautelar o futuro. Para isso, tem-se investigado,tem-se mudado de técnicas,tem-se acompanhado as alterações ,tem-se actuado procurando não estragar mais o que já se estragou,tentando recuperar o mais que se puder. E é o combate à erosão,e é o evitar perdas por lavagem,por volatilzação,e é o não salgar demasiado com a rega,e é a passagem do cultivo convencional para o da sementeira directa,e é a adubação com conta,peso e medida,e são as rotações,e é a inclusão de leguminosas,estando de sobreaviso,que as leguminosas acidificam,e é o deixar na terra a maior parte dos resíduos,sem que se prejudique o manejo do cultivo,...Enfim,tem-se ido adaptando,sempre alerta,que é o futuro,de uma comunidade a dilatar,não se sabe até onde,e até quando,que está em causa.
domingo, 26 de abril de 2015
"MAROMBA" DO DOURO
Uma antiga doença das vinhas do Douro,de arrastada solução. O seu tratamento só chegou por meados do século XX,por via de pesquisa feita pelo Eng.Agrónomo Humberto Francisco Dias,da. Estação Agronómica Nacional. Sobre ela,há,pelo menos,três referências:
1.Informação sobre a"maromba" do Douro:seu tratamento. Pelo Eng.Agrónomo Humberto Francisco Dias . Boletim da Casa do Douro 1953
2.Informação sobre a "maromba" do Douro. Por Humberto Francisco Dias.
Federação dos Vinicultores da Região do Douro 1977
3.Estação Agronómica Nacional. Por Ário Lobo de Azevedo.
In Dicionário da História de Portugal,de Joel Serrão,continuado por António Barreto e Maria Filomena Mónica.
1.Informação sobre a"maromba" do Douro:seu tratamento. Pelo Eng.Agrónomo Humberto Francisco Dias . Boletim da Casa do Douro 1953
2.Informação sobre a "maromba" do Douro. Por Humberto Francisco Dias.
Federação dos Vinicultores da Região do Douro 1977
3.Estação Agronómica Nacional. Por Ário Lobo de Azevedo.
In Dicionário da História de Portugal,de Joel Serrão,continuado por António Barreto e Maria Filomena Mónica.
MAROMBA DO DOURO
Uma antiga doença das vinhas do Douro,de arrastada solução. O seu tratamento só chegou por meados do século XX,por via de pesquisa feita pelo Eng.Agrónomo Humberto Francisco Dias,da Estação Agronómica Nacional.
Tratava-se,afinal,de uma deficiência de boro,debelada por aplicações de bórax,ou seja,do tetraborato de sódio.
Na altura,a seu pedido,foram feitas análises de folhas de videiras,com e sem maromba,de que,adiante,se indicam médias dos valores encontrados.
Sem Maromba - Fósforo(%)-0,12;Potássio(%)-0,79;Cálcio(%)-2,61;Magnésio(%)-(0,52);
Sódio(mg/kg)-9;Ferro(mg/kg)-100;Manganês(mg/kg)-206;Boro(mg/kg)-17,9.
Com Maromba - Fósforo-0,12;Potássio-0,70;Cálcio-2,33;Magnésio-0,49;Sódio-9;Ferro-111;
Manganês-143;Boro-8,7.
Os números apontavam,de facto, para uma carência de boro.
Tratava-se,afinal,de uma deficiência de boro,debelada por aplicações de bórax,ou seja,do tetraborato de sódio.
Na altura,a seu pedido,foram feitas análises de folhas de videiras,com e sem maromba,de que,adiante,se indicam médias dos valores encontrados.
Sem Maromba - Fósforo(%)-0,12;Potássio(%)-0,79;Cálcio(%)-2,61;Magnésio(%)-(0,52);
Sódio(mg/kg)-9;Ferro(mg/kg)-100;Manganês(mg/kg)-206;Boro(mg/kg)-17,9.
Com Maromba - Fósforo-0,12;Potássio-0,70;Cálcio-2,33;Magnésio-0,49;Sódio-9;Ferro-111;
Manganês-143;Boro-8,7.
Os números apontavam,de facto, para uma carência de boro.
TRANSFORMAÇÓES EM AMBIENTE REDUTOR
Como se sabe,um ambiente redutor,isto é,um ambiente pobre em oxigénio,é caracterizado por cedência de electrões ou de átomos de hidrogénio. Quando se trata de solos,são várias as transformações que podem ocorrer,atingindo,entre outros,directamente,o ferro,o azoto,o carbono e o enxofre,e indirectamente,o fósforo.
No caso do ferro,a forma trivalente passa a bivalente,o azoto de nitratos, ou de nitritos,passa a óxidos,e mesmo a azoto molecular,o enxofre de sulfatos passa a sulfuretos,com reflexos negativos,no que toca à sua solubilidade,o carbono de compostos diversos passa a metano,o fósforo que estava ligado ao ferro trivalente,à maneira de um precipitado,torna-se solúvel por estar associado ao ferro bivalente.
Tudo isto, e mais alguma coisa, acontece com a cultura do arroz, quando feita em condições de submersão. Essa mais alguma coisa é,entre outros efeitos, o aumento de oxidrilos,proveniente,
pelo menos,em parte,da alteração de valência do ferro . É a isto que se chama uma autocalagem,por ter um efeito idêntico ao de uma correcção da acidez do solo por correctivos da família da cal. Assim,esta cultura pode dispensar calagem,se feita em solos ácidos, tem a sua vida muito facilitada quanto às necessidades em fósforo,e, ao contrário,um tanto dificultada quanto às necessidades em azoto e enxofre.
No caso do ferro,a forma trivalente passa a bivalente,o azoto de nitratos, ou de nitritos,passa a óxidos,e mesmo a azoto molecular,o enxofre de sulfatos passa a sulfuretos,com reflexos negativos,no que toca à sua solubilidade,o carbono de compostos diversos passa a metano,o fósforo que estava ligado ao ferro trivalente,à maneira de um precipitado,torna-se solúvel por estar associado ao ferro bivalente.
Tudo isto, e mais alguma coisa, acontece com a cultura do arroz, quando feita em condições de submersão. Essa mais alguma coisa é,entre outros efeitos, o aumento de oxidrilos,proveniente,
pelo menos,em parte,da alteração de valência do ferro . É a isto que se chama uma autocalagem,por ter um efeito idêntico ao de uma correcção da acidez do solo por correctivos da família da cal. Assim,esta cultura pode dispensar calagem,se feita em solos ácidos, tem a sua vida muito facilitada quanto às necessidades em fósforo,e, ao contrário,um tanto dificultada quanto às necessidades em azoto e enxofre.
sábado, 25 de abril de 2015
A PROPÓSITO DA FLORESTA AMAZÓNICA
Que massa,que força,que pujança. Não se diria que o solo onde ela se levanta fosse,no geral,tão pobre,quase só areia. Então como explicar este aparente milagre da natureza? É uma conjugação feliz de vários factores. Em primeiro lugar,à cabeça,o sol e a água. A clorofila vem depois. E é um sintetizar permanente de material orgânico. A manta morta que por ali vai de toda aquela folhagem e companhia. Para os nutrientes,que a água traz,há,claro,as raízes,mas,acima de tudo,as micorrizas,um entendimento mútuo de radículas e fungos,uns parasitas que retribuem bem a hospedagem,de cama e mesa.
Decepada ela,a floresta,fica um solo que não se esperaria. E então há que o fabricar muito depressa. Porque com aquele sol e aquela água, a folhagem e os seus restos que por lá haja desaparecerão enquanto o diabo esfrega um olho. E é o diabo. Lá se vai aquele natural captador do famigerado CO2,numa extensão quase única,exemplar.
Decepada ela,a floresta,fica um solo que não se esperaria. E então há que o fabricar muito depressa. Porque com aquele sol e aquela água, a folhagem e os seus restos que por lá haja desaparecerão enquanto o diabo esfrega um olho. E é o diabo. Lá se vai aquele natural captador do famigerado CO2,numa extensão quase única,exemplar.
sexta-feira, 24 de abril de 2015
UM CASO DE CARÊNCIA NUTRITIVA EM VIDEIRAS
Muitos anos atrás,numa região de vinha que tinha por centro o Cartaxo e se estendia do Vale de Santarém à Cruz do Campo,alguém que se detivesse a observar as videiras na época de vegetação, em certas manchas dessa zona,verificaria,com estranheza,o colorido anormal que as parras apresentavam. A contrastar com o verde costumado,surgia ali um aspecto inteiramente novo. A cor verde mantinha-se junto às nervuras,mas os espaços entre elas tingiam-se de amarelo,a formar como que verdadeiros meandros.
Essas manchas localizavam-se nas bermas de algumas estradas,tendo profundidades variáveis,indo nuns locais mais para o interior,noutros limitando-se às primeiras filas. Eram,no entanto,quase sempre contínuas. Tanto as castas brancas como as tintas mostravam os mesmos sintomas,embora as brancas os apresentassem com mais nitidez,a ponto de num povoamento,mesmo à distância,se distinguirem com facilidade umas das outras. O amarelo nas castas brancas era mais claro,de aspecto leitoso,sobressaindo melhor no fundo verde do resto da folha.
A alteração do pigmento começava pelas folhas mais idosas,subindo,a pouco e pouco,para as da extremidade,que,em certas condições,eram atingidas quase em simultêneo com as mais novas. Era a margem que,primeiro,se pintava de amarelo,caminhando a clorose progressivamente para o interior,apenas respeitando a vizinhança das nervuras.
Além da videiras,outras plantas,herbáceas e lenhosas,exibiam sintomas mais ou menos semelhantes. Era o caso das silvas e dos marmeleiros dos valados,dos pessegueiros,dos damasqueiros,das pereiras,das macieiras,das ameixeiras,das laranjeiras.
Em tempos,tinha-se concluído não se estar em presença de uma doença de origem parasitária. A explicação do mal poderia ser encontrada,assim, na nutrição. E foi nesse sentido que se avançou,acabando por se dar com o causador,o manganésio,que não estava a ser absorvido na quantidade necessária.
O solo,aparentemente,tinha,porém,manganésio para dar e vender,assim se pode dizer. Só que estava muito pouco disponível. Coisas que acontecem quando sucedem outras coisas. E o que tinha acontecido? Anos atrás, as estradas eram de macadame calcário. A passagem de carros e carretas levantava nuvens de poeira calcária,que o vento dominante se encarregava de ir depositando,sobretudo, numa das bermas. E calcário a mais faz das suas e,neste caso particular,levou o manganésio a um estado muito menos solúvel.
Essas manchas localizavam-se nas bermas de algumas estradas,tendo profundidades variáveis,indo nuns locais mais para o interior,noutros limitando-se às primeiras filas. Eram,no entanto,quase sempre contínuas. Tanto as castas brancas como as tintas mostravam os mesmos sintomas,embora as brancas os apresentassem com mais nitidez,a ponto de num povoamento,mesmo à distância,se distinguirem com facilidade umas das outras. O amarelo nas castas brancas era mais claro,de aspecto leitoso,sobressaindo melhor no fundo verde do resto da folha.
A alteração do pigmento começava pelas folhas mais idosas,subindo,a pouco e pouco,para as da extremidade,que,em certas condições,eram atingidas quase em simultêneo com as mais novas. Era a margem que,primeiro,se pintava de amarelo,caminhando a clorose progressivamente para o interior,apenas respeitando a vizinhança das nervuras.
Além da videiras,outras plantas,herbáceas e lenhosas,exibiam sintomas mais ou menos semelhantes. Era o caso das silvas e dos marmeleiros dos valados,dos pessegueiros,dos damasqueiros,das pereiras,das macieiras,das ameixeiras,das laranjeiras.
Em tempos,tinha-se concluído não se estar em presença de uma doença de origem parasitária. A explicação do mal poderia ser encontrada,assim, na nutrição. E foi nesse sentido que se avançou,acabando por se dar com o causador,o manganésio,que não estava a ser absorvido na quantidade necessária.
O solo,aparentemente,tinha,porém,manganésio para dar e vender,assim se pode dizer. Só que estava muito pouco disponível. Coisas que acontecem quando sucedem outras coisas. E o que tinha acontecido? Anos atrás, as estradas eram de macadame calcário. A passagem de carros e carretas levantava nuvens de poeira calcária,que o vento dominante se encarregava de ir depositando,sobretudo, numa das bermas. E calcário a mais faz das suas e,neste caso particular,levou o manganésio a um estado muito menos solúvel.
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