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sexta-feira, 4 de março de 2016
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
DE TARDE
Naquele "pic-nic" de burguesas,
Houve uma coisa simplesmente bela,
E que,sem ter história,nem grandezas,
Em todo o caso dava uma aguarela.
Foi quando tu,descendo do burrico,
Foste colher,sem imposturas tolas,
A um granzoal de grão de bico
Um ramalhete rubro de papoulas.
Pouco depois,em cima duns penhascos,
Nós acampámos,inda o sol se via;
E houve talhadas de melão,damascos,
E pão de ló molhado em malvasia.
Mas,todo púrpuro,a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas,
Era o supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro das papoulas!
CESÁRIO VERDE
Houve uma coisa simplesmente bela,
E que,sem ter história,nem grandezas,
Em todo o caso dava uma aguarela.
Foi quando tu,descendo do burrico,
Foste colher,sem imposturas tolas,
A um granzoal de grão de bico
Um ramalhete rubro de papoulas.
Pouco depois,em cima duns penhascos,
Nós acampámos,inda o sol se via;
E houve talhadas de melão,damascos,
E pão de ló molhado em malvasia.
Mas,todo púrpuro,a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas,
Era o supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro das papoulas!
CESÁRIO VERDE
terça-feira, 26 de maio de 2015
sábado, 2 de maio de 2015
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
VARINAS
Vêm sacudindo as ancas opulentas!
Seus troncos varonis recordam-me pilastras;
E algumas,à cabeça,embalam nas canastras
Os filhos que depois naufragam nas tormentas.
De O SENTIMENTO DE UM OCIDENTAL,
CESÁRIO VERDE
Seus troncos varonis recordam-me pilastras;
E algumas,à cabeça,embalam nas canastras
Os filhos que depois naufragam nas tormentas.
De O SENTIMENTO DE UM OCIDENTAL,
CESÁRIO VERDE
terça-feira, 21 de maio de 2013
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