terça-feira, 31 de março de 2015

CHINA LAUNCHES MAJOR PUSH TO BOOST ALTERNATIVE ENERGY VEHICLES

Alternative energy vehicles

ZURICH TOPS EUROPEAN CITIES FIGHTING AIR POLLUTION

Air pollution

GOLDWIND'S GLOBAL CAPACITY HITS 24GW AS TURBINE REVENUE SOARS TO $2.5bn

Golwind

BIG SHELVES OF ANTARCTIC ICE MELTING FASTER THAN SCIENTISTS THOUGHT

Antarctic ice

FEIJÕES

Fora aquele um tempo para esquecer,um tempo em que se queria ganhar todos os jogos,nem que fossem a feijões.

RICA VARANDA

Naquela manhã,ele não suportou mais aquele estar sentado à mesa do café onde tem passado grande parte das horas que lhe restam. A mulher ainda lá ficou. Esta vive ainda mais daquilo. Pode dizer-se,até,que ela vive para aquilo. Pode ela lá dispensar aquela rica varanda. De lá,vê meio mundo,o mundo que lhe interessa.
Sentam-se,quase sempre,na mesma mesa,o melhor ponto de observação. Ele lê o jornal e torna a lê-lo,mas só as gordas,que a vista tem de ser poupada. De resto,ele acha que as gordas têm o essencial. Para que havia de ler tudo? Ela não se cansa do panorama.
Estão ambos velhos,e ele claramente mais gasto. Talvez naquela noite tivesse dormido mal,talvez as gordas o tivessem fortemente abalado. Como quer que fosse,saiu de lá a correr,como a pedir socorro.
De lá saído,recomeçou um seu outro passatempo e que é o de calcorrear algumas ruas dos seu bairro,sempre as mesmas,que ele conhece de cor e salteado. Conversa com este e com aquele,que ele é sociável e amigo de toda a gente.
A mulher ficou lá à espera dele. Quando a fome apertasse,ele havia de aparecer. No dia seguinte,voltariam ao seu café e seria o que Deus quisesse.

UN RICO TETO

Os baldios iam acabando lá no bairro onde ele nascera e do qual não queria sair. Um dia,chegou a vez ao que mais resistira e onde ele arranjara morada. Neste transe,voltou-se para os desvãos de prédios,mas esses tinham também os dias contados. Os que restavam não passavam de uns buraquinhos.
O que fazer? Emigrar,nem pensar nisso. Seria a sua morte. Havia de encontrar coisa capaz. E assim aconteceu. Pode dizer-se que era uma caverna,mas não uma qualquer. Um verdadeiro achado. Um rico teto.
Abria-se no termo de uma rua que não tivera seguimento,por lhe ter surgido pela frente uma respeitável barreira. Um beco,afinal,um beco largo,com passeios largos. Mas também um beco especial,pois a fechá-lo atravessava-se um prédio assente em pilares.
O amplo vão que assim se formara,um futuro túnel,enchera-se de carros,que respeitavam as bermas. E era numa delas que ele se instalara com armas e bagagens,cama incluída.
Não vivia só. Por ali também se acolhiam gatos. E era com eles,com os seus vizinhos,que ele conversava.