Por perto,passam carros e carretas,e passa gente,e ,a dois curtos passos,há espaços ajardinados,onde se amontoa gente,jogando às cartas e falando de achaques,de futebol,de magras pensões,e questionando por tudo e por nada. Isto,dias a fio,sem interrupções.
Pois os apelos como que caem em saco roto. Quase se podem contar pelos dedos os que se tentam,tirando,é claro,jovens em começo de vida,por dever de ofício.
É uma grande pena que muitos daqueles que estão da vida se despedindo não aproveitem aquela dádiva. Seriam capazes até de espaçarem o adeus final,ao darem conta de que, para lá do seu acanhado mundo,muitos outros há.
Sem comentários:
Enviar um comentário